| "A tarifa foi só uma faÃsca", dizia o cartaz de um manifestante no protesto que começou na tarde de segunda-feira, em São Paulo, e seguia com dezenas de milhares de pessoas até a noite (madrugada de hoje em Portugal).
E o cartaz tinha razão: o foco inicial dos protestos, o aumento das passagens dos autocarros, metros e comboios, foi ampliado. Os manifestantes gritaram contra a corrupção em todas as esferas do governo, a violência, a repressão a protestos, a realização do Mundial 2014 no Brasil, a precária situação dos transportes, da saúde e da educação, e também contra alguns assuntos debatidos pelo Legislativo do paÃs.
"Finalmente brasileiro passou a prestar mais atenção na polÃtica do que no futebol", afirmou à Lusa no protesto o administrador Marcelo Vicinti, de 31 anos.
Entre temas do legislativo que foram criticados está a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que, se aprovada, diminuirá o poder de investigação do Ministério Público. "Contra a PEC 37 e o Michel Teló", dizia outro cartaz, bem humorado, sobre o cantor de música sertaneja, demonstrando a heterogeneidade de intenções dos presentes.
Um dos motivos da ampliação do protesto, tanto em número de pessoas como em quantidade de reivindicações, foi a truculência da PolÃcia Militar na manifestação da última quinta-feira, quando foram usadas bombas de gás lacrimogéneo e balas de borracha. Dois jornalistas foram atingidos nos olhos. |