| Um fogo que lavra há 11 dias no norte da Califórnia, e forçou a evacuação de certas partes do Parque Nacional de Yosemite, já destruiu mais de 72 mil hectares no estado e ameaça mais de 4500 residências e infra-estruturas. Mais de 3700 bombeiros estão envolvidos no combate às chamas.
O avanço das chamas levou as autoridades a ordenarem a evacuação de vários acampamentos e casas numa área nos arredores do Parque de Yosemite. O fogo, desencadeado no fim de semana de 17 e 18 de agosto, já destruiu mais de 72 mil hectares, e é considerado o maior incêndio alguma vez registado na zona da Serra Nevada, na Califórnia.
Os efeitos do incêndio são visÃveis a partir do espaço, tendo a NASA divulgado fotos realizadas a partir da Estação Espacial Internacional, onde surgem claramente recortadas sobre o solo espessas nuvens de fumo.
Além de 3700 bombeiros, aviões DC-10 e C-130 estão envolvidos no combate às chamas, estando a ser lançados substâncias retardantes para conter o avanço do fogo.
Apesar da intensidade das chamas, a maior parque do Parque de Yosemite permanece aberta ao público. As chamas mais próximas estão a cerca de 30 quilómetros dos limites do parque.
Em circunstâncias mais problemáticas está o principal reservatório de água, que abastece a cidade de San Francisco, com as chamas a chegarem já ao seu perÃmetro externo. O abastecimento de água e o fornecimento da energia elétrica poderão ser afetados nas próximas horas, segundo as autoridades locais. Mas estas não antecipam perturbações significativas.
Além da destruição da floresta, a principal preocupação suscitada pelo fogo resulta do efeito que está a ter na vida animal. Biólogos ouvidos pelo USA Today referem que pequenos lagos e pântanos estão a secar, afetando os animais que aà vivem. Inúmeros ninhos foram também destruÃdos pelas chamas. |