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Autarquia Monção não conseguiu pôr fim à greve dos bombeiros
admin
2014-05-13
O presidente da Câmara de Monção admitiu hoje ter falhado a tentativa, junto da direção dos bombeiros, de pagamento dos salários em atraso, na origem da greve iniciada pela corporação, desde o meio-dia, a "qualquer serviço de socorro". "Tentei a via do diálogo, mas foi-me dito pelo presidente da direção demissionária que não há liquidez para fazer [os pagamentos] e que, se fosse preciso provas, mostrava os extratos bancários. O que prometeu é que mal exista essa liquidez, será efetuado o pagamento. Agora quando não sei", afirmou à agência Lusa Augusto Domingues. O presidente socialista da Câmara Municipal adiantou que "nada mais pode fazer" para ultrapassar a situação, "por se tratar de uma instituição que têm autonomia". "Tenho vindo a fazer todos os esforços no sentido de ultrapassar o problema. Já fiz duas reuniões para o efeito até com a presença do Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro (CODIS) e de elementos da Federação Distrital de Bombeiros, mas não resultaram", sustentou. O autarca disse ter contactado o Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) para garantir o socorro no concelho e colocar no terreno duas equipas de sapadores florestais para prevenir incêndios. Manifestou-se confiante que o problema nos Bombeiros "venha a ser ultrapassado" na assembleia-geral do próximo dia 23. A direção da corporação demitiu-se, em bloco, no início deste mês, alegando um diferendo com o comando. Posteriormente, após uma reunião com a Câmara local e o comandante do CODIS de Viana do Castelo comprometeu-se a permanecer em funções até ao dia 23. A Lusa tentou contatar Jorge Almeida, o presidente da direção demissionária, e José Passos, comandante da corporação mas tal não foi possível até cerca das 12:30. Os Bombeiros decidiram iniciar hoje, a partir do meio-dia, uma greve, "por tempo indeterminado" não assegurando "qualquer serviço de socorro", por causa de salários em atraso desde março. Num comunicado emitido pelos bombeiros diz-se que o serviço de INEM será "assegurado na totalidade", mas o socorro "terá que ser garantido em exclusividade pela proteção civil municipal ou pelo Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS)". Os bombeiros acusam a direção demissionária de "ter recebido quantias do Centro Hospitalar do Alto Minho, do INEM e da Câmara Municipal" e não ter regularizado os salários. "Alegou um imprevisto de última hora e coisas mais importantes para resolver", lê-se ainda no comunicado. A greve dos 24 assalariados da corporação conta também com a "solidariedade" dos voluntários, num total de 50 elementos. A fase Bravo de combate a incêndios florestais, a segunda mais crítica, começa no próximo dia 15. A direção agora em funções de gestão corrente foi eleita em junho de 2012 após quatro tentativas falhadas por falta de listas candidatas, devido às dificuldades financeiras que a corporação atravessa. Só a divida a fornecedores da corporação ascendia, no início do 2012, a mais de 280 mil euros, mas foi entretanto reduzida em 100 mil euros.
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