| O incĂȘndio que deflagrou na terça-feira nos concelhos de Tomar, Abrantes, ConstĂąncia e Vila Nova da Barquinha foi "muito violento e de propagação muito rĂĄpida".
EstĂĄ apagado o incĂȘndio que mobilizou mais de 600 bombeiros durante o dia de terça-feira e a madrugada de quarta-feira. Sete pessoas ficaram feridas, dois civis e cinco bombeiros, e pelo menos trĂȘs viaturas de curiosos foram consumidas pelas chamas, que devoraram vĂĄrios hectares de floresta.
O incĂȘndio em Tomar, distrito de SantarĂ©m, deflagrou cerca das 13 horas de terça-feira, estĂĄ "em fase de resolução", disse ao JN o comandante de sala do Comando Distrital de OperaçÔes e Socorro (CDOS) de SantarĂ©m, Filipe Regueira, Ă s 8.30 da manhĂŁ desta quarta-feira, quando ainda estavam no local cerca de 350 operacionais.
"Todos os setores estĂŁo em resolução. O incĂȘndio estĂĄ completamente apagado. Tem havido algumas reativaçÔes, rapidamente controladas", explicou o comandante Filipe Regueira. "Foi o incĂȘndio mais violento dos Ășltimos anos na regiĂŁo", acrescentou.
As chamas destruĂram centenas de hectares de mato e de povoamento florestal, sobretudo pinhal e eucaliptal, mas nenhuma povoação teve de ser evacuada, nem houve qualquer pedido para eventuais desalojados.
"A nossa preocupação foi proteger as pessoas. Nesta altura, Ă s 8.30 horas, com o incĂȘndio em resolução, podemos dizer que nenhuma habitação ardeu, que tenhamos conhecimento, e nĂŁo foi necessĂĄrio proceder Ă evacuação de qualquer povoação", disse Filipe Regueira, sustentando que as chamas evoluĂram por "vĂĄrios quilĂłmetros" e numa zona de difĂcil acesso.
"A orografia do terreno, com alguns acessos bons, mas uma zona com declives muito acentuados", e a densidade da floresta, com muito mato e fenos secos, facilitaram a propagação do fogo e "provocou muitas dificuldades aos bombeiros", explicou Filipe Regueira.
"Arderam trĂȘs barracĂ”es agrĂcolas e pelo menos trĂȘs viaturas ligeiras", todas pertencentes a populares, que se terĂŁo aproximado das chamas para ajudar ao combate ou por curiosidade. "Isto obriga-nos a recordar que, em caso de incĂȘndio, as pessoas devem resguardar-se e evitar aproximar-se do local, para evitar o perigo", acrescentou.
Os grupos de reforço de Leiria e Coimbra foram desmobilizados durante a madrugada, mantendo-se no terreno operacionais de SantarĂ©m, SetĂșbal, Ăvora, Portalegre, Castelo Branco e Aveiro. Ăs 8.30 horas estava prevista a chegada de uma patrulha militar e, Ă s 9.30, uma outra, para ajudarem nas operaçÔes de rescaldo.
O incĂȘndio teve origem na aldeia de Portela, concelho de Tomar, e alastrou aos concelhos vizinhos de Abrantes, ConstĂąncia e Vila Nova da Barquinha.
A autoestrada 23 (A23) esteve cortada como consequĂȘncia das chamas, foi reaberta ao trĂąnsito Ă s 23.48 horas de terça-feira, no sentido oeste-este, entre Torres Novas e Abrantes.
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